Crentes analfabetos funcionais




Há um grande fenômeno acontecendo em nosso tempo e que afeta a igreja local. O Evangelho nunca esteve tão presente nos meios de comunicação, nunca foi tão difundido, nunca foi tão abertamente pronunciado e, ao mesmo tempo, nunca foi tão profanado, desconsiderado, desrespeitado.

As vezes me pergunto: o que está acontecendo? – O discurso é triunfalista, positivista, heróico, progressista, futurista e esperançoso, mas na prática, os frutos desmentem tais afirmações. Que paradoxo!

Nesta quinta feira pela manhã, enquanto vinha para o trabalho, ouvia a Band News, um hábito adquirido. Quando um dos comentaristas (Ricardo Boechat) mencionou a estatística divulgada pelo governo sobre o grande avanço na área da educação nacional. No entanto, outra estatística comprova que os mesmos números não passam de uma grande farsa. Tendo em vista que a rede educacional não está gerando alfabetizados, mas, analfabetos funcionais.

“Analfabeto funcional é a denominação dada à pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças e textos curtos; e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas. Também é definido como analfabeto funcional o individuo maior de quinze anos e que possui escolaridade inferior a quatro anos, embora essa definição não seja muito precisa, já que existem analfabetos funcionais com nível superior de escolaridade”[1].

Diante desta triste realidade brasileira, percebi uma outra. Que também existem “analfabetos funcionais” dentro de nossas Igrejas. Eles aprenderam a ler a Bíblia, conhecem os versículos, conhecem os personagens, decoram o linguajar “crentes”, cantam os hinos, mas não sabem interpretar os textos lidos, não compreendem o que Deus quer falar e raramente praticam as verdades bíblicas.

Precisamos rever nossos princípios

1º - Precisamos retornar a ortodoxia, sustentando os fundamentos originais. Nossa Igreja Assembléia de Deus está para completar seus 100 anos de existência no território brasileiro (em 2011), e com o passar dos anos vem perdendo sua identidade. É hora de nos levantarmos para impedir esta degeneração. O inimigo de nossas almas deseja tirar nosso DNA divino e nós não podemos permitir tal feito.

2º - Precisamos retornar a ortopraxia, restaurando o genuíno “modus vivendi cristão’. Não basta falar, proclamar, se não vivemos. Aquela frase conhecida que diz: “ Os seus atos falam tão alto, que mal posso ouvir as suas palavras”. É tempo de vivermos o que cremos e pregamos, caso contrário, não nos ouvirão. A sociedade está cansada de pessoas que prometem e não cumprem. Nós cristãos, precisamos ser conhecidos pelos nossos frutos. Isso fará diferença nesta presente geração.

3º - Precisamos nos deter no Evangelho Cristocêntrico. Porque dEle, por Ele, e para Ele são todas as coisas. O pêndulo da história nos prova que tudo que passou, tende um dia retornar. Acredito que a Igreja brasileira, está passando por uma metanóia, onde seus olhos estão se abrindo para a realidade de que os movimentos, os eventos, os entretenimentos, e todos os outros “entos” e “ismos” não satisfazem a apetite da alma. Na verdade a igreja muitas vezes deseja o genuíno leite e a são doutrina, mas sabe pedir o que precisa. Achando que movimentos lhes satisfarão, passam longos períodos de fome. Mas esta realidade está mudando, e Deus tem levantada uma nova geração que exigira mais dos pregadores, cantores, ensinadores e líderes, pois foram despertados por Deus com o objetivo de se alimentarem de verdade.

Que o Pedagogo por Excelência, coloque a mão neste conteúdo programático e acerte o compasso desta grade curricular.




[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Analfabetismo_funcional

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