Deserto, lugar de desnudamento da alma.



A nossa sociedade tem sido afligida por um vírus muito danoso.  As pessoas na sua maioria têm buscado muitas roupagens e máscaras para se manterem no “sistema“, que se encontra exatamente aonde vivemos diariamente, trabalhamos, estudamos, residimos e passamos nossos momentos de lazer e descanso.
Estas roupagens e mascaras são constituídas de mecanismos de auto-preservação, auto-afirmação, auto-imagem, de ostentar uma aparência de status social, profissional, estudantil e até mesmo santidade religiosa transformando nossos relacionamentos muito superficiais e egoístas. Não são todos que fazem isso com motivações ruins, mas há quem faça, e na sua maioria são pessoas influenciadas por uma “torrente de águas” ameaçadoras que levam os menos esclarecidos para onde querem.
É no centro desta tão grande “torrente” que tem engolido a sociedade, que Deus nos proporciona encontrarmos a possibilidade de cura, quando nos deparamos com os desertos da existência humana. Nestes desertos que são situações adversas que todos nós passamos, temos a possibilidade de nos enxergar como somos de verdade, sem estes aparatos pós-modernos, pois concluímos que estes aparatos não são eficazes, nem relevantes na obtenção das soluções e muito menos no aperfeiçoamento da alma, e pelo contrário servem somente para ofuscar nossa visão nos impedindo de alcançarmos o alvo que almejamos.

Acredito que temos usufruído muito mal as nossas oportunidades de desertos ou não as temos tido na quantidade suficiente de forma que contribuam substancialmente para o aperfeiçoamento da Igreja.  Creio ainda que a partir do momento que soubermos valorizar os desertos que nos levam mais próximos de nós mesmos, estaremos chegando mais próximos de Deus. 

COMPARTILHAR
Anterior
Proxima